Empresas com líderes femininas têm resultados até 20% melhores, diz a ONU

O aumento de líderes do sexo feminino na área da construção civil tem contribuído para que as empresas tenham mais produtividade e rentabilidade .

Empresas que investem em políticas de igualdade de gênero e diversidade apresentam melhores resultados, inclusive na sua rentabilidade. Essa é a conclusão do relatório Women in Business and Management: The Business Case for Change (em tradução livre, ‘Mulheres nos negócios e na gerência: por que mudar é importante para os negócios), divulgado recentemente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão pertencente à ONU.

De acordo com a pesquisa, quanto maior o número de mulheres, sobretudo em cargos de liderança, melhores os resultados de uma organização. Para chegar à essa conclusão, o relatório analisou mais de 70 mil empresas em 13 diferentes países. Entrevistados relataram ganhos em produtividade, rentabilidade, criatividade e inovação em equipes com maior diversidade de gênero. Além disso, 57% dos pesquisados disseram perceber melhorias na reputação, ou seja, na imagem pública da empresa.
Outra conclusão é que empresas que apostam na igualdade de gênero e têm mulheres em cargos de liderança atraem e retêm talentos com mais facilidade. Em relação à rentabilidade, a maioria das empresas que adotam a diversidade relatou crescimento de 10% a 15% em sua receita.

Um dos setores que mais alavanca a economia é também um dos que mais vêm mudando sua característica diante do crescimento das mulheres no mercado de trabalho. No país, a ciência da engenharia sempre foi marcada pela presença masculina e, por muito tempo, as mulheres eram consideradas como sexo frágil e incapazes de desempenharem as atividades que o setor exige. A construção civil e o canteiro de obras sempre foram considerados como zona de força bruta, ideia que tem sido modificada com o passar dos anos. Contudo, esse mercado vem apresentando mudanças e abrindo portas para o crescimento da presença feminina, uma tendência que se fortalece a cada ano.
Essa expansão da construção civil parece consistente. Segundo estudo da FGV e da Ernst & Young, irá durar pelo menos mais duas décadas: a estimativa é de um aumento de 66% no número de domicílios entre 2007 e 2030. Significa que haverá uma média de 1,6 milhão de novas residências por ano no Brasil. “As perspectivas são muito positivas para a construção civil”, afirma Cristiane Amaral, sócia da área de Risk Advisory Services da Ernst & Young.

Renata Kmick

Para Renata Kmick 30 anos de Curitiba , engenheira e socia da Plano Visto empresa que elabora projetos comerciais, aprovação e liberações de alvarás e regularização de imóveis.
“Mesmo com o impacto negativo que a economia sofreu com a pandemia, o setor da construção civil registou crescimento. No meu caso que trabalho com obras comerciais, apesar do comércio ser um dos setores mais afetados, muitos viram a oportunidade em oferecer serviços de delivery, que no caso, é onde atuo com projetos e acompanhamento de obras. E o mercado imobiliário também não ficou atrás, com maior facilidade junto aos bancos para crédito, o setor se manteve em alta. Com os serviços em home-office as pessoas deram mais importância ao lar, conforto, isolamento acústico e ambientação, tendo um aumento também na procura de projeto de interiores e buscar moradias que proporcionam esses requisitos.

“Consequentemente a mulher vem ganhando mais espaço nesse mercado que antes era dominado por homens. Empoderadas, as mulheres estão quebrando paradigmas, deixando de lado o preconceito, e mostrando que são capazes sim de trabalhar em importantes obras e projetos. Já é muito frequente ver mão de obra feminina, em atividades de acabamento, por serem mais detalhistas. Mão de obra qualificada sempre foi um desafio para construção civil, e poder contar com a mão de obra feminina, é algo que deve ser explorado. “ relatou Renata

Giuliana Delaneza 28 anos, há 6 anos proprietária e administradora, Giugran marmoraria indaga “Embora uma vida toda convivendo nesse meio, meu pai era proprietário de um depósito de chapas, na minha experiência e vivência em obras, vejo cada dia mais a participação das mulheres, sendo elas, engenheiras, arquitetas, ou até mesmo na produção temos como vantagens sobre os homens na maioria das vezes , somos mais atenciosas, caprichosas e nos cobrarmos muito a perfeição de tudo que fazemos. ”

“É uma rotina bem exaustiva, sempre pensando na próxima obra que ainda nem começou, ou pensando em todos os detalhes de produção e execução de um projeto para que fique 100% . no detalhe final de todo o acabamento, para mantermos um prazo adequado a cada obra.”
“Infelizmente ainda encontramos preconceitos de todos os tipos, confesso que já ouvi algumas vezes a seguinte afirmação: “Nossa você é uma mulher, é jovem ainda” , comentários desnecessários , já houve recusa de contratos por não darem credibilidade por ser mulher , já teve caso em que precisei enviar um funcionário homem , pois o cliente não fecharia o negócio se fosse com mulher, é triste mas ainda é nossa realidade, espero que mude logo pois a cada dia que passa o ramo da construção civil está sendo dominado por mulheres imponentes e que não se importam com os comentários alheios assim como eu”. Conclui Giuliana Delaneza.

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