Carreira de Piloto de Drone e o crescimento no mercado de trabalho .

.
Vivemos na era digital e com extrema velocidade nos avanços tecnológicos. Identificar oportunidades de crescimento profissional dentro da sua profissão é um dos caminhos mais rápidos para o sucesso na carreira.
Você já deve ter percebido que o uso de drones vem crescendo mundialmente. Seja para fins recreativos ou comerciais, pois, a aplicabilidade desse conhecimento tange outras áreas já consolidadas no mercado, como mapeamentos e topografia, filmagem e fotografia, segurança e monitoramento, agricultura, engenharia, mercado imobiliário, pesquisas científicas, entre outras.

O aumento da utilização desses equipamentos já é visível no mundo todo. Por conta desse novo cenário, de acordo com um relatório feito pela AUVSI (Association for Unmanned Vehicle Systems International), 100 mil novos empregos relacionados aos drones serão criados nos Estados Unidos até 2025.
Um outro relatório divulgado anualmente pela FAA (Federal Aviation Administration) dos Estados Unidos, o mercado de drones global deve triplicar até 2023. Essa previsão se dá pelo crescente número de grandes empresas interessadas nas diversas oportunidades de serviços que esse setor pode oferecer. Grandes corporações como Amazon, Uber, DHL, Google e UPS estão investindo grandemente em aumentar suas entregas com drones.

Apesar de não existir uma pesquisa similar no Brasil, especialistas acreditam que haverá aumento de oportunidades disponíveis nesse nicho nos próximos anos. Afinal, segundo o último relatório de registros de drones da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), referente ao mês de agosto deste ano , o Brasil tem mais de 75.077 drones registrados, contra 51.402 no mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de 46,1%.

Exemplos no mundo todo de empresas que têm investido em novos negócios com o uso de drones não faltam, especialmente entre as startups. A americana DroneSeed usa o equipamento para mapeamento de áreas com câmeras antes de soltar sementes e pulverizar ervas daninhas. A startup com sede em Seattle tem como principal objetivo suprir as crescentes necessidades de reflorestamento de forma inteligente e eficiente. No Brasil, a Horus anunciou este ano que captou R$ 2 milhões de investimento em uma plataforma de Crowdfunding em apenas 34 dias.
Para além das startups, não é segredo que o uso de drones está na mira de empresas como a Amazon. A varejista pretende levar aos clientes em 30 minutos ou menos usando veículos aéreos não tripulados. Na página do Prime Air a Amazon afirma que a opção de entrega será implementada “quando e onde tivermos o suporte regulatório necessário para realizar com segurança nossa visão”, algo que é esperado para acontecer em breve. Por aqui, em agosto o iFood anunciou que deu início a um novo projeto de entregas por drone no Brasil em parceria com a empresa de delivery SpeedBird Aero. E cada operação, por mais segura e automatizada que seja, vai sempre precisar de um piloto de drone remoto responsável.

Para aproveitar essas novas oportunidades de trabalho saber pilotar o drone é pré-requisito básico, conhecimento do profissional deve ser bem amplo, passando por conhecimentos aeronáuticos e tecnologias empregadas e regulamentações é o que fez Jefferson Luiz Manoel , que possui habilitação para pilotar drones e proprietário da empresa JM Drone . “Comecei por hobby em 2015 , gostei e me tornei profissional , com curso no Centro Europeu e atividades extras , tenho realizado trabalhos nas áreas corporativas , esportes , lazer , mapeamento de terrenos, inspeção nas energias renováveis e alternativas. “ informa Jefferson

Todo profissional que almeja o sucesso deve investir em formações de qualidade, ter dedicação, esforço e resiliência para alcançar seus objetivos. Com a carreira de drones não é diferente, por ser do ramo da tecnologia e inovação as oportunidades oferecidas são infinitamente maiores que as de carreiras tradicionais. Afirma Alexandre Scussel professor do Centro Europeu do curso de Pilotagem de Drone, nas modalidades presencial e online.
“Poderosos captadores de dados, os Drones (que oficialmente são chamados de Aeronaves Remotamente Pilotadas – RPAS em inglês) têm seu lugar garantido no dia a dia de empresas e órgãos públicos. Esta tecnologia é tão eficiente que será responsável por movimentar 15 bilhões de dólares nos próximos três anos, segundo dados de instituições de pesquisas .” informa o professor Scussel

Sobre a legislação – o drone não é brinquedo

O registro de aeronave não tripulada é necessário para todo drone com peso máximo de decolagem superior a 250 gramas e o cadastramento é feito de forma online e gratuita.
Mas seria possível um drone derrubar um avião? Seja com o impacto na parte externa ou em caso de o aparelho ser “engolido” pelos motores, existe um risco que pode ocasionar desde uma pane até mesmo a queda da aeronave, já que, em alguns casos, teriam força suficiente para danificar a estrutura do avião na colisão.
Equipamentos com peso máximo de decolagem de até 25 kg e que não irão voar acima de 400 pés (122 metros) de altura não precisam de um piloto licenciado. Fora de qualquer um desses limites, será necessário que o operador esteja habilitado para o voo, e ainda pode ser requisitado um exame médico dependendo do modelo que será utilizado.
Também é proibido voar o drone a menos de 30 metros na horizontal de outras pessoas ou nas proximidades de aeroportos. Essa distância não precisa ser respeitada se existir alguma barreira que proteja as pessoas da aproximação do aparelho ou se for alguma operação de segurança pública ou fiscalização de órgãos públicos, por exemplo.
Quem for flagrado utilizando drones de forma indevida pode responder a processos administrativo, civil e penal. Mais informações podem ser conferidas na cartilha de orientações para usuários de drones, da Anac.
Sobre legislação, cada país tem leis específicas que permite ou não o uso de Drones em seu território. No Brasil, desde maio de 2017, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) lançou a lei permitindo o uso e exploração comercial de serviços com Aeronaves Remotamente Pilotadas no nosso país. Claro que temos algumas regras a seguir, além de categorias que devemos respeitar para voar dentro da lei.

            

Post Anterior
Próximo Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × 5 =