Terapia Sistêmica, relações na era digital e saúde emocional: o olhar clínico da psicóloga Cintia Calegari

Em uma sociedade marcada pela hiperconectividade, pelo imediatismo e pelo enfraquecimento dos vínculos duradouros, cresce também a busca por apoio psicológico qualificado. A psicóloga Cintia Calegari (CRP-PR 08/21358), especialista em Terapia Sistêmica Familiar, tem se destacado no atendimento clínico voltado ao fortalecimento das relações humanas e à reconstrução da autoestima emocional.

Formada e pós-graduada em Psicologia pela Universidade Positivo, com especializações em Psicologia Hospitalar e Psicologia Bariátrica, Cintia atua na psicoterapia individual, familiar e de casais — incluindo casais homoafetivos — acompanhando adolescentes, adultos e idosos em quadros de ansiedade, depressão, estresse, conflitos relacionais e dependência emocional. É autora do ebook  Amor sem Migalhas, disponível na Hotmart.

O indivíduo como parte de um sistema

A Terapia Sistêmica Familiar, abordagem reconhecida internacionalmente, parte do princípio de que o indivíduo não pode ser compreendido isoladamente, mas dentro de seu contexto relacional e histórico. “Enxergamos o indivíduo como espelho de seu sistema: família de origem, família atual, contexto cultural e social. Muitos padrões emocionais e comportamentais são transmitidos ao longo das gerações”, explica.

Segundo a literatura científica em Psicologia Sistêmica, sintomas emocionais frequentemente representam tentativas de adaptação a dinâmicas familiares disfuncionais. Ao investigar repetições, lealdades invisíveis e papéis estabelecidos dentro da família, a terapia promove consciência e escolha. “Transformamos o sintoma em aprendizagem e equilíbrio emocional”, afirma a psicóloga.

Casais em crise e o impacto da vida virtual

No período pós-pandemia, houve aumento significativo na procura por terapia de casal — fenômeno observado também em estudos nacionais e internacionais sobre saúde mental e convivência intensificada durante o isolamento social.

De acordo com Cintia, grande parte dos conflitos conjugais está ligada ao choque entre sistemas familiares distintos. “Cada indivíduo traz padrões diferentes, muitas vezes opostos. Na terapia, olhamos para os dois sistemas familiares junto com o casal.”

Outro fator contemporâneo é a interferência das redes sociais. A comparação constante, o excesso de exposição e as interações virtuais podem gerar ciúmes, desconfianças e até traições emocionais. “Hoje, o virtual muitas vezes ganha mais importância do que quem está ao lado. Isso gera silêncio, afastamento e desgaste”, pontua.

Estudos em psicologia social indicam que o uso excessivo de redes sociais está associado ao aumento de ansiedade, insatisfação conjugal e baixa autoestima, especialmente quando há comparação frequente com padrões idealizados. “A terapia não deve ser vista como última tentativa, mas como ajuste de rota. Não basta amar, é preciso haver admiração e respeito”, reforça.

Conflitos familiares e gerações em choque

As transformações culturais e tecnológicas também impactam diretamente as dinâmicas familiares. Conflitos entre pais, filhos e diferentes gerações tornaram-se mais frequentes, seja por divergências de valores, excesso de estímulos digitais ou dificuldades de comunicação.

“A terapia sistêmica não busca culpados. Olhamos para as dores e limitações de cada membro, reorganizamos papéis e hierarquias e fortalecemos o diálogo”, explica. A escuta qualificada e o espaço seguro de fala permitem que cada integrante compreenda sua função dentro do sistema familiar, favorecendo o reequilíbrio emocional.

Dependência emocional e relações abusivas

Outro tema recorrente na clínica é a dependência emocional associada a relacionamentos abusivos. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais — DSM-5-TR — descreve o Transtorno de Personalidade Narcisista como um padrão de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia.

“Vivemos em uma sociedade com traços narcísicos acentuados. Em muitos relacionamentos, há uma dinâmica de ‘morde e assopra’, que enfraquece a vítima e gera forte dependência emocional”, explica Cintia

Segundo a especialista, a psicoterapia auxilia o paciente a reconhecer padrões abusivos, resgatar a identidade e reconstruir a autoestima. “É um processo que envolve luto, fortalecimento e recuperação do amor-próprio. A pessoa aprende a se blindar emocionalmente e a fazer escolhas mais conscientes.”

Saúde emocional como prioridade

Em meio às transformações da vida moderna, a psicóloga defende que o cuidado com a saúde mental deve ser contínuo e preventivo. “Não precisamos esperar o colapso para buscar ajuda. O processo terapêutico promove maturidade emocional e escolhas mais assertivas.”

Com mais de uma década de atuação clínica, Cintia Calegari reforça que relações saudáveis exigem consciência, diálogo e responsabilidade afetiva — pilares essenciais para a construção de vínculos sólidos em tempos líquidos.

Contato para agendamento:
WhatsApp: (41) 99931-3655
Site: www.psicalegari.com.br

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